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Rio de Cor

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Passeava-se calmamente pela cidade, enquanto olhava a festa natalícia. Sacos e mais sacos se transportavam, de sorrisos cínicos nos lábios. Nas lojas os amontoados por entre vermelhos vivos e luzinhas brilhantes. As eternas frases feitas “bom natal”. Lacinhos e embrulhinhos para todos. Na rua, um miúdo ao lado dum infeliz Zé ninguém, de caixa esticada repetia um “feliz natal” aos poucos que se quedavam.  “Feliz natal para quem?” Parei. Olhei o miúdo, a rua, os sacos, embrulhos e laços, os sorrisos aparvalhados, as múltiplas cores espalhadas, hipócritas de tão nojentas, como rio colorido escoando em vómito incontido.

Texto de AL

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