
Rio de Cor
Dezembro 1, 2008Passeava-se calmamente pela cidade, enquanto olhava a festa natalícia. Sacos e mais sacos se transportavam, de sorrisos cínicos nos lábios. Nas lojas os amontoados por entre vermelhos vivos e luzinhas brilhantes. As eternas frases feitas “bom natal”. Lacinhos e embrulhinhos para todos. Na rua, um miúdo ao lado dum infeliz Zé ninguém, de caixa esticada repetia um “feliz natal” aos poucos que se quedavam. “Feliz natal para quem?” Parei. Olhei o miúdo, a rua, os sacos, embrulhos e laços, os sorrisos aparvalhados, as múltiplas cores espalhadas, hipócritas de tão nojentas, como rio colorido escoando em vómito incontido.
Texto de AL

Ok Tás na semana do vomito… e ainda assim belissimo!! Quem diria 😉
beijinhoss
O Natal é uma altura de muito consumismo, e por vezes esquecemo-nos daqueles que mais precisam, nomeadamente dos meninos da rua ou dos sem abrigo. Por vezes somos egoistas e não custava nada dar-mos um pouco daquilo que temos para os mais desprotegidos.
Ainda bem que se lembrou deste texto, pois faz-nos reflectir naquilo que fazemos e no que deviamos fazer.
Excelente texto e pintura… urge renascer um Natal e homens com um brilho e laços de pureza e solidariedade… o brilho dos olhos que sabem sentir o que é o natal sempre na entrega e na dádiva…
Beijinhos das nuvens
Excelente pintura e texto também!
Continuem.
Abraços
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