
Príncipe
Novembro 29, 2008Saído das trevas desenhaste a tua própria sina. Arrogante, impiedoso, inconsciente. Destruíste o reino que ternamente herdaste em teu berço doirado. Não quiseste, não aceitaste, não recebeste. Nem a tua peculiar e insistente consciência que te martelava o cérebro, qual papagaio falante, tu escutaste. Culpas-te agora, lastimas-te, lamentas-te, reprovas-te, incriminas-te a ti próprio. Nenhuma alma te salvará, príncipe. Ninguém te acudirá. Não me olhes. Não me fixes, não implores, nada mais poderei fazer por ti. Terás de ser tu e só tu, a olhar nas entranhas e erguer teu novo reino do nada. Resta-te cessar o passado e voar vitorioso rumo a um qualquer infinito.
Texto de AL

En cantado o príncipe pela serpente…
Beijinho das nuvens
Achas?
Beijinhos da terra
Começo a ficar repetitivo.
Excelente texto e pintura.
Abraços