Batem à porta do advogado. Ele abre a porta e lá fora está um padre que diz:
- Bom dia. Nós fizemos umas investigações e raparamos que o senhor ganha muito dinheiro, mas que nunca contribuiu com nada para a paróquia… O senhor não gostaria de fazer um donativo?
O advogado pensa um bocado e diz:
- Olhe lá… e nas suas investigações também não descobriu que a minha Mãe está prestes a morrer e gasta uma fortuna em medicamentos?
- Bem… não…
- E também não descobriu que o meu irmão é um veterano de guerra confinado a uma cadeira de rodas que não tem qualquer meio de sustento?
- Pois, quer dizer…
- E suponho que também não saiba que a minha irmã acaba de ficar viúva e que agora tem três filhos para sustentar sozinha, não é?
- Pois, realmente eu não fazia ideia…
- Então agora diga-me lá… se eu não dou dinheiro nenhum aqueles gajos, porque raio é que devia de o dar a si?
Arquivo de Dezembro, 2008

Bom dia!
Dezembro 15, 2008
Curtinha
Dezembro 14, 2008Dizem que sou revoltado
Eu acho que não voltei
Sinto náusea, desolado
Porque ainda não encontrei
A luz aqui ao meu lado!

Shopping 2008, a luz da crise!
Dezembro 11, 2008
O céu verde significa a esperança de que o Ingenheiro não torne a ganhar a maioria absoluta!

poesia da treta
Dezembro 11, 2008Sem inspiração nenhuma,
Estou a tentar pensar.
Com a cabeça na bruma,
Não sei como acabar!?!?
Que treta! ![]()

200 002
Dezembro 10, 2008Em menos de dois anos esta treta ultrapassou às 200 mil visitas!
Obrigado a quem por cá andou!

Gosta?
Dezembro 9, 2008
Olhou-o atentamente. Fixou-o profundamente. “É louco este artista!”. São loucos todos os artistas – terá pensado. “Quanta raiva”. Quanta confusão numa só tela – sussurrou interiormente. “Estranha forma de sentir”. Curiosa, singular, anormal… sensual? Sensual! Gostou do cinza… cinzento! Nem preto e nem branco! Em pinceladas fortes, seguras, moldadas numa tinta escorrida. Como pintor indeciso, enraivecido, enfurecido.
Sentiu o calor, o odor, a pressão e… um conforto. A voz calma, suave, meiga do pintor no seu ouvido e a mão doce, segura, terna no seu ombro “Gosta?”
Texto de AL

Dezembro 7, 2008
Um advogado e a sua sogra estão num edifício em chamas.
Você só tem tempo para salvar um dos dois. O que você faz?
Você vai almoçar ou vai ao cinema?
Gamado aqui!

Dezembro 6, 2008
“O primeiro-ministro diz que 2009 não será tão mau como muitos alvitraram. Sócrates faz o papel do encantador de multidões. Vale a pena acreditar no embalo?”
Paulo Ferreira, “Jornal de Notícias”, 06-12-2008

Monotonia
Dezembro 5, 2008
Anteontem, estava eu sossegado, tranquilo da vida, refastelado no meu sofá azul, quando soa a campainha. Dou um salto no sofá – azul – corro para a porta escorrego no tapete, quebro o candeeiro e quando chego à porta já se tinham ido embora.
Ontem, estava eu a jantar, tranquilo da vida, oiço barulho na rua, grande agitação. Salto da cadeira, dou um trambolhão, agarro-me ao armário meio resmungão, espreito à janela e vejo um matulão em cima do meu motão.
Hoje, estava eu a pintar, tranquilo da vida, quando de repente olho para o lado e vejo o meu cão de pincel na mão (seria pata?). Largo o meu quadro, avanço para ele, mando-lhe a mão, agarro-lhe o focinho e levo uma dentada que me atrofia os dedos.
Agora, quebro a monotonia. Não vou sentar-me refastelado, nem jantar sossegado, nem pintar tranquilo. Enfio o chapéu azul como o meu sofá – azul – e vou ao hospital fazer o curativo.
Texto de AL

A Morte do Artista – 2
Dezembro 4, 2008Com aquele títel do post anterior queria dizer que não ia publicar mais pinturas nenhumas daqui para a frente ( para trás já pintei!)! De facto, assoberbado como estou de trabalho não deu pra pintar hoje! Vejamos se amanhã sairá alguma coisa de jeito. É que já esgotei as bjecas e os chineses só vendem merdas de toda a ordem menos boa cerveja!
Bem, vou pintar, até já!
PS: Ando a pintar cervejelas!

A Morte do Artista
Dezembro 3, 2008Ía todo lançado, em desalmada correria. Seu nome estava perpetuado. Era a exposição do ano, do século, do milénio. Vestira seu traje de gala. O fato ficava-lhe bem e a gravata azul dava-lhe um ar… sei lá… mais jovem?… Escovara os dentes antes de sair, embora ainda se notasse a marca do tabaco. Maldito tabaco! Amanhã deixaria de fumar mas hoje era o seu dia! O grande dia! Seu nome seria eterno! Arrebitou o nariz, num ar emproado e eis que tropeça em sua própria presunção. Do coração salta a última gota de sangue vermelhão. Agarra-a o artista e num gesto de alucinação pinta, num último quadro, a sua distracção. Não recordo seu nome, não lembro seu rosto, só me ficou na memória a sua enorme paixão.
Texto de AL




